O fundador do Ethereum, Vitalik Buterin, publicou uma mensagem refletindo sobre seu ponto de vista de 2017 de “apenas registrar transações, não submeter o estado”, admitindo que essa visão antiga já não se aplica ao ambiente tecnológico atual. Ele destaca que o amadurecimento de tecnologias de conhecimento zero, como ZK-SNARKs, mudou fundamentalmente a forma como a blockchain pode ser verificada.
Vitalik explica que a lógica central de sua antiga posição de “apenas registrar transações” era: ao submeter apenas o estado final, e não todo o histórico de transações, os usuários precisariam confiar na honestidade do submetente. No entanto, o surgimento de tecnologias de conhecimento zero, como ZK-SNARKs, mudou esse cenário — agora os usuários podem verificar a correção do estado na cadeia sem precisar reproduzir todas as transações passadas, por meio de provas criptográficas.
Esse avanço tecnológico significa que a blockchain pode “reduzir a confiança necessária” sem sacrificar a usabilidade, sendo essa uma das principais razões pelas quais Vitalik mudou de opinião. Vale destacar que a Fundação Ethereum está atualmente avançando com o projeto zkEVM, com previsão de incorporar provas de conhecimento zero na mainnet Layer-1 até 2026, reduzindo o tempo de prova de 16 minutos para apenas 16 segundos.
Vitalik também reforça o valor fundamental da blockchain como uma “linha de fuga”. Ele aponta que, na prática, redes, nós, provedores de serviços e mecanismos de consenso podem falhar, e a blockchain deve sempre manter a capacidade de “verificação independente pelo usuário, usando diretamente a própria cadeia”.
Essa capacidade não é necessária no dia a dia, mas é crucial em situações extremas e uma ferramenta importante para equilibrar o poder dos intermediários e da centralização.
Ele compara essa ideia a uma “cabana na montanha” — nem todos precisam morar nela a longo prazo, mas ela deve estar sempre bem mantida. Essa “cabana” representa a base da soberania de longo prazo do Ethereum e sua resistência à fragilidade, sendo a linha de defesa final do ecossistema diante de pressões extremas.
Essa reflexão está alinhada com a recente iniciativa de Vitalik de promover a “soberania computacional”. Ele afirmou que 2026 será o ano de “retomar o controle da soberania computacional”, e tem tomado ações concretas, migrando suas ferramentas pessoais de serviços centralizados para alternativas descentralizadas, como substituir Gmail por ProtonMail e Telegram por Signal.
Para Vitalik, o valor central do blockchain não está apenas na inovação tecnológica, mas em garantir que cada usuário possa “verificar e usar o sistema sem depender de intermediários”. O amadurecimento de ZK-SNARKs aproxima essa visão da realidade, enquanto a manutenção da “cabana na montanha” é um compromisso de longo prazo que o ecossistema deve continuar investindo.
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