Quando tem dinheiro em mãos, mas não quer ficar a depositar no banco para receber juros insignificantes ou arriscar com a volatilidade do mercado de ações, os títulos de dívida podem ser o equilíbrio perfeito para si. Venha entender como funciona esta ferramenta financeira.
O que são realmente os títulos de dívida?
Simplificando, os títulos de dívida são um “contrato de empréstimo” emitido por empresas ou governos. Quando compra um título de dívida, está a emprestar dinheiro a eles. Em troca, eles pagam-lhe juros regularmente e devolvem o capital no vencimento.
Por que os títulos de dívida são interessantes? Porque oferecem um retorno superior ao de uma conta de poupança, mas com menor risco do que ações. Aqui reside uma fonte de fluxo de caixa relativamente estável.
Devem estar atentos aos 5 riscos principais
Não há investimento 100% seguro. Os títulos de dívida também têm riscos:
Risco de incumprimento – Se a empresa falir ou tiver problemas financeiros, pode não receber tudo de volta, ou até nada.
Risco de juros – As taxas de juro ajustam-se à economia. Se comprar um título com retorno baixo e as taxas de mercado subirem, perderá.
Risco de liquidez – Os títulos de dívida não têm um mercado de compra e venda tão líquido como as ações. Pode ser difícil encontrar comprador em certos momentos.
Risco de inflação – Se a inflação for superior ao retorno que recebe, o poder de compra do seu dinheiro diminui.
Risco de reinvestimento – Quando o título vence, precisa de procurar uma nova oportunidade de investimento, sem garantia de que será melhor.
Direitos adicionais associados aos títulos de dívida
Para além dos juros, alguns títulos vêm com “direitos especiais”:
Callable – O emissor pode resgatar o título antes do vencimento, o que significa que pode perder os juros que receberia até lá.
Puttable – O detentor pode vender o título de volta ao emissor antes do vencimento, uma vantagem para si.
Convertible – Pode converter o título em ações, permitindo participar no sucesso da empresa.
Existem vários tipos de títulos de dívida. Qual escolher?
Por emitente:
Títulos do governo: risco mais baixo, retorno também mais baixo.
Obrigações de empresas privadas: risco médio, retorno superior.
Títulos de entidades públicas: risco intermediário.
Por direitos de cobrança:
Obrigações sem prioridade: pagam primeiro, risco mais baixo.
Obrigações com prioridade reduzida: pagam depois, risco mais alto, retorno maior.
Por garantia:
Com garantia: risco mais baixo.
Sem garantia: risco mais elevado.
Por método de pagamento de juros:
Pagamento periódico: recebe juros regularmente.
Juros acumulados: recebe tudo no vencimento.
Juros com desconto: compra a um preço inferior, paga o valor total no vencimento, e o retorno é a diferença.
Por tipo de juro:
Fixo: retorno conhecido desde o início.
Variável: ajusta-se às condições do mercado.
Como calcular o lucro de um título de dívida?
Exemplo simples: se comprar um título com cupão de 10.000€ e retorno de 8% ao ano, pagando duas vezes por ano, com prazo de 4 anos:
Juros por período = 10.000 × (0,08 ÷ 2) = 400€
Número de períodos = 4 anos × 2 = 8
Juros totais em 4 anos = 400 × 8 = 3.200€
Valor total = 10.000 + 3.200 = 13.200€
Mais fácil do que investir em ações, pois estas não têm pagamentos fixos.
Como comprar e vender títulos de dívida
Mercado primário (Primary Market): Compra diretamente ao emissor, através de uma instituição financeira, com intenção de manter por 4-5 anos.
Mercado secundário (Secondary Market): Compra e venda entre investidores, semelhante às ações, através de uma conta de corretagem. A decisão é T+2, registada na central de valores mobiliários (TSD), como antes.
Hoje em dia, é muito mais conveniente, sem necessidade de negociar diretamente.
Por que uma pessoa deve investir em títulos de dívida?
1. Diversidade de prazos – De 1 dia a 20 anos, escolha conforme o seu plano.
2. Fluxo de caixa regular – Recebe juros periodicamente, sem esperar que as ações cresçam.
3. Retorno superior à poupança – Atualmente, as contas de poupança oferecem retornos baixos, enquanto os títulos de dívida são mais elevados.
4. Risco de incumprimento menor do que ações – Os credores podem cobrar antes dos acionistas.
5. Liquidez razoável – Existe mercado secundário para comprar e vender.
Títulos de dívida vs ações: qual é melhor?
Retorno: As ações têm potencial mais alto, mas os títulos proporcionam uma maior tranquilidade.
Risco: As ações são cerca de 3 vezes mais voláteis; os títulos têm risco aproximadamente 1/3 do das ações.
Análise: Para ações, é preciso analisar lucros e crescimento; para títulos, a capacidade de pagamento e as taxas de mercado.
Recomendações:
Se for jovem, deseja altos retornos e aceita riscos → Aposte em ações.
Se já saiu do mercado de trabalho, quer equilíbrio e não suporta volatilidade → Títulos de dívida.
A melhor estratégia → Combinar ambos, ações e títulos, para equilibrar.
Conclusão
Os títulos de dívida não são uma forma de investir para ficar rico rapidamente, mas uma ferramenta excelente para quem deseja segurança, poupar dinheiro e obter retornos razoáveis ao mesmo tempo.
Num mundo cheio de incertezas, ter títulos na sua carteira funciona como um “pilar” que ajuda a proteger-se quando o mercado de ações oscila.
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Títulos de dívida que deve conhecer – Investimento mais seguro do que ações de verdade?
Quando tem dinheiro em mãos, mas não quer ficar a depositar no banco para receber juros insignificantes ou arriscar com a volatilidade do mercado de ações, os títulos de dívida podem ser o equilíbrio perfeito para si. Venha entender como funciona esta ferramenta financeira.
O que são realmente os títulos de dívida?
Simplificando, os títulos de dívida são um “contrato de empréstimo” emitido por empresas ou governos. Quando compra um título de dívida, está a emprestar dinheiro a eles. Em troca, eles pagam-lhe juros regularmente e devolvem o capital no vencimento.
Por que os títulos de dívida são interessantes? Porque oferecem um retorno superior ao de uma conta de poupança, mas com menor risco do que ações. Aqui reside uma fonte de fluxo de caixa relativamente estável.
Devem estar atentos aos 5 riscos principais
Não há investimento 100% seguro. Os títulos de dívida também têm riscos:
Risco de incumprimento – Se a empresa falir ou tiver problemas financeiros, pode não receber tudo de volta, ou até nada.
Risco de juros – As taxas de juro ajustam-se à economia. Se comprar um título com retorno baixo e as taxas de mercado subirem, perderá.
Risco de liquidez – Os títulos de dívida não têm um mercado de compra e venda tão líquido como as ações. Pode ser difícil encontrar comprador em certos momentos.
Risco de inflação – Se a inflação for superior ao retorno que recebe, o poder de compra do seu dinheiro diminui.
Risco de reinvestimento – Quando o título vence, precisa de procurar uma nova oportunidade de investimento, sem garantia de que será melhor.
Direitos adicionais associados aos títulos de dívida
Para além dos juros, alguns títulos vêm com “direitos especiais”:
Callable – O emissor pode resgatar o título antes do vencimento, o que significa que pode perder os juros que receberia até lá.
Puttable – O detentor pode vender o título de volta ao emissor antes do vencimento, uma vantagem para si.
Convertible – Pode converter o título em ações, permitindo participar no sucesso da empresa.
Existem vários tipos de títulos de dívida. Qual escolher?
Por emitente:
Por direitos de cobrança:
Por garantia:
Por método de pagamento de juros:
Por tipo de juro:
Como calcular o lucro de um título de dívida?
Exemplo simples: se comprar um título com cupão de 10.000€ e retorno de 8% ao ano, pagando duas vezes por ano, com prazo de 4 anos:
Mais fácil do que investir em ações, pois estas não têm pagamentos fixos.
Como comprar e vender títulos de dívida
Mercado primário (Primary Market): Compra diretamente ao emissor, através de uma instituição financeira, com intenção de manter por 4-5 anos.
Mercado secundário (Secondary Market): Compra e venda entre investidores, semelhante às ações, através de uma conta de corretagem. A decisão é T+2, registada na central de valores mobiliários (TSD), como antes.
Hoje em dia, é muito mais conveniente, sem necessidade de negociar diretamente.
Por que uma pessoa deve investir em títulos de dívida?
1. Diversidade de prazos – De 1 dia a 20 anos, escolha conforme o seu plano.
2. Fluxo de caixa regular – Recebe juros periodicamente, sem esperar que as ações cresçam.
3. Retorno superior à poupança – Atualmente, as contas de poupança oferecem retornos baixos, enquanto os títulos de dívida são mais elevados.
4. Risco de incumprimento menor do que ações – Os credores podem cobrar antes dos acionistas.
5. Liquidez razoável – Existe mercado secundário para comprar e vender.
Títulos de dívida vs ações: qual é melhor?
Retorno: As ações têm potencial mais alto, mas os títulos proporcionam uma maior tranquilidade.
Risco: As ações são cerca de 3 vezes mais voláteis; os títulos têm risco aproximadamente 1/3 do das ações.
Análise: Para ações, é preciso analisar lucros e crescimento; para títulos, a capacidade de pagamento e as taxas de mercado.
Recomendações:
Conclusão
Os títulos de dívida não são uma forma de investir para ficar rico rapidamente, mas uma ferramenta excelente para quem deseja segurança, poupar dinheiro e obter retornos razoáveis ao mesmo tempo.
Num mundo cheio de incertezas, ter títulos na sua carteira funciona como um “pilar” que ajuda a proteger-se quando o mercado de ações oscila.