O Brasil proíbe o uso de criptomoedas para pagamentos internacionais regulados

O Banco Central do Brasil proibiu oficialmente o uso de criptomoedas para liquidação de pagamentos em canais de pagamento transfronteiriços regulados. O Banco Central do Brasil limitou o uso de criptomoedas para pagamentos internacionais em todos os sistemas regulados por meio da Resolução 561, adotada em 1 de maio de 2026.

Com este anúncio, há agora uma mudança definitiva na ambiguidade anterior sobre a legalidade das criptomoedas na maior parte dos sistemas financeiros na América Latina. Quando as criptomoedas surgiram, várias fintechs e corporações aproveitaram-nas quase imediatamente para estabelecer formas de facilitar transações transfronteiriças.

A Repressão aos Canais Shadow FX

Sob a nova diretriz, o tipo de serviço financeiro a ser fornecido eletronicamente não incluirá quaisquer serviços de eFX. Os fornecedores eletrônicos estão proibidos de usar a moeda virtual em seus serviços para uma transação internacional. Pelo contrário, o BCB exige que todas as transações ocorram por meio de taxas de câmbio tradicionais ou contas de não-residentes em reais brasileiros.

Essa ação não impõe uma proibição total contra ativos digitais no país; ao invés disso, prevê uma exclusão simbólica da infraestrutura regulada transfronteiriça. O principal objetivo desta iniciativa é devolver esses fluxos ao Sistema Financeiro Nacional regulado (SFN); portanto, eles estarão sujeitos ao mesmo nível de supervisão/impostos/relatórios que a moeda fiduciária tradicional.

Stablecoins sob Foco

O Brasil aprovou esta lei num momento em que seu uso de criptomoedas está passando por uma transformação significativa. Como o Brasil é o maior mercado de criptomoedas da América Latina, a maior parte das negociações agora é realizada usando stablecoins. Mais de 90% do volume total de negociações de criptomoedas do país está ligado a stablecoins, e não a outras criptomoedas como Bitcoin.

Os reguladores do Banco Central têm relatado uma preocupação crescente de que as stablecoins estejam funcionando como uma “moeda secundária” para escapar dos controles de capital locais. Através da inclusão específica de transações com stablecoins como “operações de câmbio”, o BCB garante que qualquer stablecoin atrelada ao dólar americano ou a outras moedas fiduciárias terá o mesmo status legal que a negociação de dinheiro real.

Conformidade e o Caminho à Frente

O ambiente regulatório para Provedores de Serviços de Ativos Virtuais (“VASPs”) está passando de um crescimento acelerado para uma era de forte conformidade. A partir de meados de 2026, haverá monitoramento abrangente de todas as conversões de ativos virtuais para dólares americanos e uma obrigação de relatar formalmente cada conversão ao banco central.

Alguns acreditam que isso poderá aumentar os custos para os consumidores, enquanto outros argumentam que cria uma certeza jurídica que acelerará a adoção institucional de criptomoedas. A clareza na regulamentação oferece ao Brasil conformidade com os padrões internacionais estabelecidos pelo Grupo de Ação Financeira (FATF), impulsionando a completa integração do Real Digital (Drex) no mercado global.

Conclusão

O Brasil deu um passo ousado ao fechar suas opções de pagamento internacional regulado a partir de criptomoedas. Este é um esforço para criar um equilíbrio melhor entre inovação e a segurança geral do sistema. O mundo das criptomoedas estará de olho no Brasil, pois eles lideram a regulamentação de como os países estão desenvolvendo ou direcionando orientações regulatórias sobre o mercado de remessas “movimentado por stablecoins”.

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