Percebi que este ano as plataformas DeFi estão a tornar-se uma forma cada vez mais popular de ganhar dinheiro com ativos criptográficos. Antes parecia complicado, mas agora até os novatos podem entender como funciona a renda passiva a partir dos seus tokens.



A essência é simples: em vez de simplesmente manter criptomoedas na carteira, pode-se colocá-las a trabalhar através de protocolos descentralizados. Isto pode ser empréstimos, staking, fornecimento de liquidez ou farming. Cada mecanismo funciona à sua maneira, mas o objetivo é um só — gerar rendimento.

No que diz respeito a empréstimos, o líder claro é o Aave. É um protocolo sério, que existe há muitos anos e gere um volume enorme de ativos. Conectas a carteira, depositas, por exemplo, USDC ou ETH, e começas a receber juros. Nos stablecoins normalmente é de 3,5 a 6% ao ano, no ETH pode ser mais alto. Mas há risco de liquidação, se a garantia cair de valor, por isso é preciso acompanhar a posição. Existem também o Compound e o Morpho, mas o Aave continua a ser o mais conveniente para a maioria.

Para fornecer liquidez, a maioria usa o Uniswap. Adicionas um par de tokens ao pool, por exemplo ETH/USDC, e recebes comissões de cada troca. A rentabilidade varia bastante — em pares estáveis entre 5-20%, mas em pares voláteis pode chegar a 80%. O principal risco aqui são perdas impermanentes, quando os preços divergem. Mas se escolheres pools com mais cuidado, podes reduzir o risco.

A Lido Finance domina no staking líquido de ETH. Fazes staking de ETH, recebes em troca o stETH e podes usá-lo em outros protocolos — por exemplo, emprestar ou fazer farming. A rentabilidade costuma ser entre 4-8% ao ano. É conveniente porque não perdes liquidez.

Para quem quer automatizar o processo, existe o Yearn Finance. O protocolo move automaticamente os teus ativos entre diferentes estratégias, aproveitando as melhores condições. A rentabilidade típica é entre 5-15%, mas pode ser maior em cofres especiais. Contudo, o risco aqui é maior, pois depende de múltiplos protocolos subjacentes.

A Pendle Finance é interessante porque permite negociar a própria rentabilidade. Podes dividir o valor principal e os lucros separadamente, o que abre novas estratégias. E a Curve Finance é especialista em stablecoins, onde a rentabilidade em pares estáveis costuma estar entre 10-30%.

Mas é preciso ser realista: as plataformas DeFi implicam riscos. Os ataques acontecem, especialmente em protocolos mais jovens. Por isso, é importante verificar auditorias, começar com quantias pequenas e diversificar. Não deves colocar tudo num só protocolo. E sim, às vezes as comissões são inesperadamente altas, por isso calcula-as antes de entrar. Se abordares com sensatez, as plataformas DeFi podem ser uma ferramenta útil para trabalhar com criptomoedas. Basta não esperar milagres — isto não é um banco, é um mercado com as suas regras e riscos.
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