Autoridades do governo Trump se preparam para encontros cruciais com líderes chineses esta semana, reavivando especulações sobre como as políticas comerciais podem impactar o setor cripto. A notícia de que o Secretário do Tesouro Scott Bessent e o Representante Comercial Jamieson Greer viajarão à Suíça para negociações com a China criou uma nova onda de otimismo entre traders. Para os observadores do mercado, essa abertura diplomática levanta uma questão central: como as criptomoedas da China se comportarão diante de possíveis mudanças nas relações comerciais EUA-China?
Qual é o desempenho das 5 principais moedas chinesas em fevereiro?
Os cinco principais tokens Made in China registraram movimentos positivos nas últimas 24 horas, refletindo o sentimento otimista do mercado. De acordo com dados atualizados de 25 de fevereiro de 2026, o cenário é claramente favorável para essas criptomoedas da China:
NEO (小蚁): $2,84, com ganho de 9,02%
VeChain (VET): $0,01, com ganho de 10,32%
Conflux (CFX): $0,05, com ganho de 8,78%
TRON (TRX): $0,29, com ganho de 1,37%
OKB (OK币): $78,42, com ganho de 6,37%
O desempenho coletivo desses tokens contrasta com as previsões anteriores sobre o impacto de tarifas comerciais. NEO continua sendo considerado um “Ethereum oriental” pela comunidade cripto, enquanto TRON se destaca pela sua escalabilidade e baixas taxas de transação. VeChain, focada em rastreabilidade blockchain, ganhou 10% em poucas horas, sugerindo apetite crescente por soluções orientadas para empresas chinesas.
Como as negociações comerciais influenciam os preços das moedas chinesas
Embora o governo Trump tenha deixado claro que não deve haver expectativas de um grande acordo comercial imediato, a própria possibilidade de diálogo reduziu tensões anteriores. Traders especulam que notícias positivas sobre negociações EUA-China atuam como catalisador para tokens relacionados ao mercado cripto chinês.
A volatilidade dessas moedas chinesas tende a amplificar durante períodos de incerteza geopolítica. Quando as tensões diminuem, como ocorre agora, investidores retomam posições em ativos que havia deixado de lado por cautela. Esse ciclo emocional explica por que projetos como NEO e VeChain apresentaram ganhos superiores a 9% em apenas um dia.
Um fator adicional é que após semanas de preocupações sobre tarifas americanas contra produtos chineses, a expectativa de negociações funciona como alívio para o mercado de criptomoedas. Essa dinâmica beneficia especialmente os tokens chineses, que historicamente sofrem mais com tensões comerciais.
A dominância dos EUA na mineração de Bitcoin versus a infraestrutura de China
O panorama de mineração de Bitcoin mudou radicalmente nos últimos dois anos. Um relatório de abril de 2025 da Cambridge Digital Mining Industry mostra que os Estados Unidos agora lideram em atividade de mineração, deixando a China em segundo plano. Essa reversão foi causada pela proibição oficial chinesa de mineração doméstica.
No entanto, a China mantém uma vantagem crucial: continua sendo o principal exportador mundial de ASIC miners (equipamentos especializados para mineração). Essa realidade cria uma paradoxo interessante no setor — embora proibida de minerar no seu território, a China ainda controla a cadeia de suprimentos de hardware de mineração.
Um estudo de outubro de 2024 do Centro de Finanças Alternativas da Universidade de Cambridge estimou que a China ainda detém aproximadamente 21% do poder de hash global de mineração de Bitcoin. Isso levanta questões importantes: como um país tecnicamente proibido de minerar consegue manter esse poder? A resposta aponta para uma economia subterrânea de mineração cripto chinesa que continua operando apesar das restrições oficiais.
A economia subterrânea de criptomoedas chinesas: um fator desconhecido
Locais isolados como a Mongólia Interior, com acesso a eletricidade renovável e barata, permanecem como pontos ideais para operações clandestinas de mineração de Bitcoin. Embora essas operações funcionem na sombra, sua contribuição ao poder de hash global permanece significativa.
Nic Puckrin, cofundador do Coin Bureau e especialista em criptomoedas, compartilhou sua visão sobre esse cenário: “Apesar da proibição oficial, a infraestrutura já está estabelecida: desde mineração offshore até hubs de comércio transfronteiriço. Com mais impulso global pela adoção de criptomoedas e os EUA assumindo a liderança, a China pode se ver incentivada a se envolver de forma mais estratégica, mesmo que não oficialmente.”
Essa análise sugere que a economia subterrânea de criptomoedas chinesa é menos um problema regulatório isolado e mais uma realidade estrutural do mercado cripto global. O potencial de normalização comercial entre EUA e China pode até mesmo pressionar o governo chinês a reconsiderar suas políticas cripto no longo prazo — especialmente se as negociações levarem a um acordo mais amplo.
A interseção entre política comercial, mineração de Bitcoin e moedas chinesas cria um cenário complexo mas fascinante para observadores do mercado cripto em 2026.
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Moedas chinesas ganham destaque enquanto Trump e Pequim retomam negociações comerciais
Autoridades do governo Trump se preparam para encontros cruciais com líderes chineses esta semana, reavivando especulações sobre como as políticas comerciais podem impactar o setor cripto. A notícia de que o Secretário do Tesouro Scott Bessent e o Representante Comercial Jamieson Greer viajarão à Suíça para negociações com a China criou uma nova onda de otimismo entre traders. Para os observadores do mercado, essa abertura diplomática levanta uma questão central: como as criptomoedas da China se comportarão diante de possíveis mudanças nas relações comerciais EUA-China?
Qual é o desempenho das 5 principais moedas chinesas em fevereiro?
Os cinco principais tokens Made in China registraram movimentos positivos nas últimas 24 horas, refletindo o sentimento otimista do mercado. De acordo com dados atualizados de 25 de fevereiro de 2026, o cenário é claramente favorável para essas criptomoedas da China:
O desempenho coletivo desses tokens contrasta com as previsões anteriores sobre o impacto de tarifas comerciais. NEO continua sendo considerado um “Ethereum oriental” pela comunidade cripto, enquanto TRON se destaca pela sua escalabilidade e baixas taxas de transação. VeChain, focada em rastreabilidade blockchain, ganhou 10% em poucas horas, sugerindo apetite crescente por soluções orientadas para empresas chinesas.
Como as negociações comerciais influenciam os preços das moedas chinesas
Embora o governo Trump tenha deixado claro que não deve haver expectativas de um grande acordo comercial imediato, a própria possibilidade de diálogo reduziu tensões anteriores. Traders especulam que notícias positivas sobre negociações EUA-China atuam como catalisador para tokens relacionados ao mercado cripto chinês.
A volatilidade dessas moedas chinesas tende a amplificar durante períodos de incerteza geopolítica. Quando as tensões diminuem, como ocorre agora, investidores retomam posições em ativos que havia deixado de lado por cautela. Esse ciclo emocional explica por que projetos como NEO e VeChain apresentaram ganhos superiores a 9% em apenas um dia.
Um fator adicional é que após semanas de preocupações sobre tarifas americanas contra produtos chineses, a expectativa de negociações funciona como alívio para o mercado de criptomoedas. Essa dinâmica beneficia especialmente os tokens chineses, que historicamente sofrem mais com tensões comerciais.
A dominância dos EUA na mineração de Bitcoin versus a infraestrutura de China
O panorama de mineração de Bitcoin mudou radicalmente nos últimos dois anos. Um relatório de abril de 2025 da Cambridge Digital Mining Industry mostra que os Estados Unidos agora lideram em atividade de mineração, deixando a China em segundo plano. Essa reversão foi causada pela proibição oficial chinesa de mineração doméstica.
No entanto, a China mantém uma vantagem crucial: continua sendo o principal exportador mundial de ASIC miners (equipamentos especializados para mineração). Essa realidade cria uma paradoxo interessante no setor — embora proibida de minerar no seu território, a China ainda controla a cadeia de suprimentos de hardware de mineração.
Um estudo de outubro de 2024 do Centro de Finanças Alternativas da Universidade de Cambridge estimou que a China ainda detém aproximadamente 21% do poder de hash global de mineração de Bitcoin. Isso levanta questões importantes: como um país tecnicamente proibido de minerar consegue manter esse poder? A resposta aponta para uma economia subterrânea de mineração cripto chinesa que continua operando apesar das restrições oficiais.
A economia subterrânea de criptomoedas chinesas: um fator desconhecido
Locais isolados como a Mongólia Interior, com acesso a eletricidade renovável e barata, permanecem como pontos ideais para operações clandestinas de mineração de Bitcoin. Embora essas operações funcionem na sombra, sua contribuição ao poder de hash global permanece significativa.
Nic Puckrin, cofundador do Coin Bureau e especialista em criptomoedas, compartilhou sua visão sobre esse cenário: “Apesar da proibição oficial, a infraestrutura já está estabelecida: desde mineração offshore até hubs de comércio transfronteiriço. Com mais impulso global pela adoção de criptomoedas e os EUA assumindo a liderança, a China pode se ver incentivada a se envolver de forma mais estratégica, mesmo que não oficialmente.”
Essa análise sugere que a economia subterrânea de criptomoedas chinesa é menos um problema regulatório isolado e mais uma realidade estrutural do mercado cripto global. O potencial de normalização comercial entre EUA e China pode até mesmo pressionar o governo chinês a reconsiderar suas políticas cripto no longo prazo — especialmente se as negociações levarem a um acordo mais amplo.
A interseção entre política comercial, mineração de Bitcoin e moedas chinesas cria um cenário complexo mas fascinante para observadores do mercado cripto em 2026.