Muitas pessoas sentem curiosidade e medo em relação aos futuros, querendo lucrar com eles, mas preocupadas com os riscos. Na verdade, os futuros não são exclusivos de profissionais; desde que você esteja disposto a dedicar tempo para entender seu funcionamento e limites de risco, qualquer investidor pode dominar essa ferramenta. Este artigo irá apresentar uma visão sistemática sobre os futuros, desde conceitos centrais até passos práticos, comparando-os com outras ferramentas de investimento, para que você possa tomar decisões racionais ao investir em futuros.
Futuros não são apostas: primeiro entenda os riscos antes de começar
O que exatamente são os futuros? Simplificando, um futuro é um contrato em que as partes concordam em negociar um ativo a um preço predeterminado em uma data futura específica. O ativo pode ser um índice de ações, uma commodity, uma moeda, uma taxa de juros, entre outros. Quando você compra ou vende um contrato de futuros na bolsa, na prática está apostando no preço futuro do ativo subjacente.
A maior diferença em relação às ações é que os futuros usam margem de garantia. Isso significa que você não precisa pagar o valor total do contrato, apenas uma porcentagem como garantia, controlando um contrato muito maior do que o valor investido. Por exemplo, para negociar um contrato de futuros do índice Taiwan Weighted, pode ser necessário apenas cerca de 30 mil yuans de margem, mas você controla centenas de milhares de yuans em valor de mercado. Esse efeito de amplificação é chamado de alavancagem — ela pode aumentar seus lucros, mas também suas perdas.
Os contratos de futuros têm uma data de vencimento definida, ao chegar essa data, é necessário fazer o ajuste de contas. Segundo o contrato, o ajuste pode ser feito por entrega física (como em commodities agrícolas) ou por liquidação em dinheiro (como em futuros de índices de ações). Em Taiwan, os contratos mais negociados são os futuros do índice Taiwan Weighted, mas para negociar futuros internacionais, você pode usar plataformas como Mitrade, TD Ameritrade, Interactive Brokers, entre outras.
Quais são as estratégias com futuros? Uma análise do funcionamento
Ao contrário das ações, que só podem ser compradas e vendidas, os futuros oferecem uma maior flexibilidade de operação.
Lógica de compra (long): você espera que o preço do ativo suba, então compra um contrato de futuros e, ao valorizar, vende para obter lucro. Por exemplo, se você acredita que o mercado americano vai se recuperar, pode comprar futuros do S&P 500 ou Nasdaq 100; se acha que o preço do petróleo vai subir, pode comprar futuros de petróleo bruto na CME (Bolsa de Chicago). Se o mercado evoluir como esperado, o valor do seu contrato aumenta.
Venda a descoberto (short): você vende um contrato de futuros esperando que o preço caia, e depois recompra a um preço menor para fechar a posição. Isso é útil para lucrar em mercados em baixa ou para fazer hedge de ativos existentes. Por exemplo, se você prevê que o mercado de ações vai cair, pode vender futuros do Dow Jones; se possui ações que teme que desvalorizarão, pode fazer hedge vendendo futuros de ações ou de índices relacionados, protegendo-se de perdas potenciais.
Em relação às ações, fazer venda a descoberto em futuros é mais simples, pois não há necessidade de solicitar empréstimo de ações ou pagar taxas de aluguel, como no mercado de ações. Essa facilidade torna os futuros especialmente atraentes para traders mais ágeis.
Antes de entrar: diferenças entre futuros, ações e CFD
Os futuros têm uma variedade de ativos? Em Taiwan, as opções de futuros são relativamente limitadas, incluindo principalmente futuros do índice Taiwan Weighted, futuros de ações individuais, e alguns futuros de moedas, metais e energia com baixa liquidez. Já no mercado internacional, a diversidade é maior, incluindo:
Futuros de índices: S&P 500, Nasdaq 100, Dow Jones, VIX
Futuros de taxa de juros: Títulos do Tesouro dos EUA (2, 5, 10 anos), taxas de juros da zona do euro
Futuros de commodities agrícolas: trigo, milho, soja
Futuros de metais: ouro, prata, cobre, platina
Futuros de energia: petróleo, querosene, gasolina, gás natural
Futuros de commodities suaves: algodão, cacau, café, açúcar, suco de laranja
Muitos investidores percebem que, embora os futuros sejam flexíveis, essa mesma flexibilidade pode levar a negociações excessivas. Antes de ingressar nesse mercado, é importante avaliar honestamente seus hábitos de negociação e sua tolerância ao risco. Investidores de longo prazo geralmente não usam futuros como principal ferramenta de investimento, mas sim como hedge; traders de curto prazo precisam de decisões rápidas e disciplina rigorosa.
Além dos futuros, há uma derivada mais flexível chamada Contrato por Diferença (CFD). Diferentemente dos futuros, os CFDs não têm data de vencimento, podendo ser mantidos indefinidamente; sua alavancagem é mais livre (normalmente de 1 a 200 vezes), e o requisito de margem é menor. Plataformas como Mitrade oferecem mais de 400 produtos CFD, incluindo ações, moedas, criptomoedas e commodities. Os riscos também vêm da alavancagem, mas por terem requisitos de entrada mais baixos e maior flexibilidade, os CFDs são mais indicados para investidores iniciantes experimentarem.
Do cadastro à execução: passos práticos para negociar futuros
Para começar a negociar futuros, é necessário seguir uma série de etapas.
Primeiro: escolher uma corretora de futuros. Os mercados de futuros não são acessíveis diretamente a investidores de varejo; você precisa de uma corretora especializada. Em Taiwan, principais corretoras incluem Yuanta Futures, KGI Futures, Capital Futures, Fubon Futures, Cathay Futures, que conectam à Taiwan Futures Exchange. Para futuros internacionais, plataformas como Mitrade, E-trade, TD Ameritrade ou Interactive Brokers são opções.
Ao escolher uma corretora, considere três fatores principais: variedade de produtos, velocidade e precisão de cotações, e custos de corretagem. Uma boa corretora oferece uma plataforma estável, custos baixos e uma gama diversificada de instrumentos.
Segundo: praticar com conta demo e validar estratégias. Antes de investir dinheiro real, é fundamental usar uma conta de simulação. Isso não serve apenas para aprender a plataforma, mas também para testar sua estratégia de negociação. Muitas corretoras oferecem contas demo gratuitas com fundos fictícios, permitindo que você pratique sem risco, verificando se consegue seguir regras de stop loss e take profit.
Terceiro: entender as especificações do contrato de futuros. Cada contrato possui detalhes como código do ativo, volume (quantidade de unidades por contrato), menor variação de preço (tick), horário de negociação, data de vencimento e método de liquidação. Essas informações estão disponíveis no site ou plataforma da corretora. Por exemplo, o mini-futuro do índice Taiwan (FIMTX) requer cerca de 76.500 yuans de margem, enquanto o contrato padrão (FITX) exige aproximadamente 306.000 yuans.
Quarto: depositar fundos e escolher o ativo para negociar. Após abrir a conta, é preciso fazer o depósito, cujo valor depende do contrato. Cada ativo tem requisitos de margem diferentes. A boa notícia é que muitas corretoras permitem negociar múltiplos ativos, e você pode ajustar suas posições de acordo com as oportunidades de mercado, desde que tenha margem suficiente.
Quinto: aprender a identificar sinais de entrada. Essa é uma etapa crucial para o sucesso. Os traders de futuros mais experientes tendem a focar nos contratos mais líquidos, geralmente os mais próximos do vencimento, pois oferecem maior facilidade de entrada e saída. Eles analisam o mercado por meio de três abordagens: fundamentos (dados econômicos, políticas), notícias e análise técnica (padrões de preço, indicadores).
Para investidores em futuros de ações, a análise fundamental é semelhante à de ações comuns, mas devido ao vencimento, é recomendável entrar antes de movimentos técnicos se consolidarem, para aproveitar melhor as tendências.
Sexto: definir sua direção de negociação. Seja comprando (long) ou vendendo (short), é importante estabelecer um objetivo de preço ao fazer a operação. Para compra, determine o preço esperado de valorização; para venda, o preço de queda.
Sétimo: executar stop loss e take profit rigorosamente. Essa é a etapa mais negligenciada, mas mais importante. Independentemente de sua visão otimista ou pessimista, você deve definir previamente pontos de saída para limitar perdas e garantir lucros. O mercado é imprevisível, e proteger seu capital é prioridade. Recomenda-se usar stops curtos e posições menores inicialmente, ajustando conforme ganha experiência.
Como funciona o lucro e as armadilhas do prejuízo nos futuros
Por que os investidores se atraem pelos futuros? Principalmente por três razões:
Alavancagem que amplia a eficiência do capital: com pouco dinheiro, controla-se um contrato grande, e cada variação de preço de 1% pode gerar lucros expressivos. Isso é especialmente atraente para investidores com capital limitado que buscam crescimento rápido.
Operações de alta e baixa com facilidade: ao contrário das ações, que precisam de empréstimo de ações para venda a descoberto, os futuros permitem vender facilmente. Assim, é possível lucrar em qualquer cenário de mercado — em alta, em baixa ou por meio de hedge de posições existentes.
Alta liquidez e transparência de mercado: os mercados internacionais de futuros têm negociações frequentes, cotações claras, sendo ideais para grandes investidores institucionais que buscam liquidez.
Por outro lado, os riscos são elevados e não podem ser ignorados.
Primeiro: o efeito da alavancagem é uma faca de dois gumes. Se sua previsão estiver correta, ela amplificará seus ganhos; se errar, suas perdas também serão multiplicadas. Sem um stop rigoroso, as perdas podem se acumular até o ponto de você não conseguir mais suportar, levando ao “margin call” ou até à liquidação forçada da posição.
Segundo: risco de responsabilidade ilimitada. Diferente de ações, cujo prejuízo máximo é o valor investido, nos futuros o risco é potencialmente ilimitado, pois a alavancagem pode multiplicar seu valor de exposição. Em mercados extremamente voláteis, como uma queda súbita do petróleo, as perdas podem superar sua margem, levando a dívidas com a corretora.
Terceiro: barreira de entrada oculta. Apesar de a margem parecer acessível, operar futuros exige conhecimento técnico, rapidez de decisão e resistência emocional. Muitos investidores iniciantes perdem dinheiro por falta dessas qualidades, o que explica por que o mercado é dominado por profissionais e instituições.
Quarto: rigidez dos contratos padrão. Os contratos de futuros são padronizados, com volume, vencimento e margem fixos. Ainda que existam contratos mini ou micro, uma vez escolhido o ativo, só há opções de comprar ou vender, sem a flexibilidade de ajustar quantidade como na negociação à vista.
Construir um sistema de negociação completo é a base para lucrar com futuros
Quem já investiu em futuros percebe uma verdade: 80% do sucesso na negociação depende do sistema e da disciplina, e apenas 20% de sorte.
Um sistema completo deve conter cinco elementos essenciais: regras claras de entrada (quando comprar, quando vender), gestão de capital (quanto arriscar por operação, risco total), stops de perda e realização de lucros, preparação psicológica (como manter a racionalidade após perdas consecutivas) e melhoria contínua (revisar registros, ajustar estratégias).
Muitos iniciantes pulam essa etapa e entram no mercado sem planejamento, negociando por intuição ou esperança, e acabam sendo castigados pelo mercado. Por outro lado, os traders bem-sucedidos sempre passaram por um processo de criar, testar e otimizar seu sistema.
Futuros ou CFD: escolha a ferramenta que combina com você
Para investidores de varejo interessados em derivativos, além dos futuros, há outra alternativa: Contrato por Diferença (CFD).
O CFD funciona como um contrato que acompanha o preço do ativo à vista, sem data de vencimento, podendo ser mantido por tempo indeterminado. Sua alavancagem é mais flexível (de 1 a 200 vezes), e o valor de margem menor. Plataformas como Mitrade oferecem mais de 400 produtos CFD, incluindo ações, moedas, criptomoedas e commodities, abrangendo uma gama maior do que os futuros.
Porém, o risco também vem da alavancagem. A vantagem é que o CFD tem uma entrada mais acessível, maior flexibilidade e variedade de ativos. O importante é controlar a alavancagem — usar menor em ativos mais voláteis e maior em ativos mais estáveis — e seguir um plano de negociação com stops e limites de lucro, para operar com risco controlado.
Últimas recomendações antes de começar
Futuros não são jogos de azar, mas, sem sistema, disciplina e consciência de risco, podem se tornar uma aposta perigosa.
Antes de entrar, questione-se: você entende a dupla face da alavancagem? Consegue manter a racionalidade após perdas? Está disposto a dedicar tempo para criar e validar seu sistema? Quanto do seu capital você pode arriscar?
Se a resposta a essas perguntas não for afirmativa, talvez os futuros não sejam adequados ao seu momento atual. Mas, se você estiver disposto a aprender, a seguir regras e a melhorar com os erros, os futuros podem ser uma poderosa ferramenta de diversificação. Seja com futuros ou CFD, lembre-se: o mais importante é proteger seu capital, aprender continuamente e respeitar o mercado.
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Guia completo de negociação de futuros: do zero ao 1, domine os lucros e riscos do investimento com alavancagem
Muitas pessoas sentem curiosidade e medo em relação aos futuros, querendo lucrar com eles, mas preocupadas com os riscos. Na verdade, os futuros não são exclusivos de profissionais; desde que você esteja disposto a dedicar tempo para entender seu funcionamento e limites de risco, qualquer investidor pode dominar essa ferramenta. Este artigo irá apresentar uma visão sistemática sobre os futuros, desde conceitos centrais até passos práticos, comparando-os com outras ferramentas de investimento, para que você possa tomar decisões racionais ao investir em futuros.
Futuros não são apostas: primeiro entenda os riscos antes de começar
O que exatamente são os futuros? Simplificando, um futuro é um contrato em que as partes concordam em negociar um ativo a um preço predeterminado em uma data futura específica. O ativo pode ser um índice de ações, uma commodity, uma moeda, uma taxa de juros, entre outros. Quando você compra ou vende um contrato de futuros na bolsa, na prática está apostando no preço futuro do ativo subjacente.
A maior diferença em relação às ações é que os futuros usam margem de garantia. Isso significa que você não precisa pagar o valor total do contrato, apenas uma porcentagem como garantia, controlando um contrato muito maior do que o valor investido. Por exemplo, para negociar um contrato de futuros do índice Taiwan Weighted, pode ser necessário apenas cerca de 30 mil yuans de margem, mas você controla centenas de milhares de yuans em valor de mercado. Esse efeito de amplificação é chamado de alavancagem — ela pode aumentar seus lucros, mas também suas perdas.
Os contratos de futuros têm uma data de vencimento definida, ao chegar essa data, é necessário fazer o ajuste de contas. Segundo o contrato, o ajuste pode ser feito por entrega física (como em commodities agrícolas) ou por liquidação em dinheiro (como em futuros de índices de ações). Em Taiwan, os contratos mais negociados são os futuros do índice Taiwan Weighted, mas para negociar futuros internacionais, você pode usar plataformas como Mitrade, TD Ameritrade, Interactive Brokers, entre outras.
Quais são as estratégias com futuros? Uma análise do funcionamento
Ao contrário das ações, que só podem ser compradas e vendidas, os futuros oferecem uma maior flexibilidade de operação.
Lógica de compra (long): você espera que o preço do ativo suba, então compra um contrato de futuros e, ao valorizar, vende para obter lucro. Por exemplo, se você acredita que o mercado americano vai se recuperar, pode comprar futuros do S&P 500 ou Nasdaq 100; se acha que o preço do petróleo vai subir, pode comprar futuros de petróleo bruto na CME (Bolsa de Chicago). Se o mercado evoluir como esperado, o valor do seu contrato aumenta.
Venda a descoberto (short): você vende um contrato de futuros esperando que o preço caia, e depois recompra a um preço menor para fechar a posição. Isso é útil para lucrar em mercados em baixa ou para fazer hedge de ativos existentes. Por exemplo, se você prevê que o mercado de ações vai cair, pode vender futuros do Dow Jones; se possui ações que teme que desvalorizarão, pode fazer hedge vendendo futuros de ações ou de índices relacionados, protegendo-se de perdas potenciais.
Em relação às ações, fazer venda a descoberto em futuros é mais simples, pois não há necessidade de solicitar empréstimo de ações ou pagar taxas de aluguel, como no mercado de ações. Essa facilidade torna os futuros especialmente atraentes para traders mais ágeis.
Antes de entrar: diferenças entre futuros, ações e CFD
Os futuros têm uma variedade de ativos? Em Taiwan, as opções de futuros são relativamente limitadas, incluindo principalmente futuros do índice Taiwan Weighted, futuros de ações individuais, e alguns futuros de moedas, metais e energia com baixa liquidez. Já no mercado internacional, a diversidade é maior, incluindo:
Muitos investidores percebem que, embora os futuros sejam flexíveis, essa mesma flexibilidade pode levar a negociações excessivas. Antes de ingressar nesse mercado, é importante avaliar honestamente seus hábitos de negociação e sua tolerância ao risco. Investidores de longo prazo geralmente não usam futuros como principal ferramenta de investimento, mas sim como hedge; traders de curto prazo precisam de decisões rápidas e disciplina rigorosa.
Além dos futuros, há uma derivada mais flexível chamada Contrato por Diferença (CFD). Diferentemente dos futuros, os CFDs não têm data de vencimento, podendo ser mantidos indefinidamente; sua alavancagem é mais livre (normalmente de 1 a 200 vezes), e o requisito de margem é menor. Plataformas como Mitrade oferecem mais de 400 produtos CFD, incluindo ações, moedas, criptomoedas e commodities. Os riscos também vêm da alavancagem, mas por terem requisitos de entrada mais baixos e maior flexibilidade, os CFDs são mais indicados para investidores iniciantes experimentarem.
Do cadastro à execução: passos práticos para negociar futuros
Para começar a negociar futuros, é necessário seguir uma série de etapas.
Primeiro: escolher uma corretora de futuros. Os mercados de futuros não são acessíveis diretamente a investidores de varejo; você precisa de uma corretora especializada. Em Taiwan, principais corretoras incluem Yuanta Futures, KGI Futures, Capital Futures, Fubon Futures, Cathay Futures, que conectam à Taiwan Futures Exchange. Para futuros internacionais, plataformas como Mitrade, E-trade, TD Ameritrade ou Interactive Brokers são opções.
Ao escolher uma corretora, considere três fatores principais: variedade de produtos, velocidade e precisão de cotações, e custos de corretagem. Uma boa corretora oferece uma plataforma estável, custos baixos e uma gama diversificada de instrumentos.
Segundo: praticar com conta demo e validar estratégias. Antes de investir dinheiro real, é fundamental usar uma conta de simulação. Isso não serve apenas para aprender a plataforma, mas também para testar sua estratégia de negociação. Muitas corretoras oferecem contas demo gratuitas com fundos fictícios, permitindo que você pratique sem risco, verificando se consegue seguir regras de stop loss e take profit.
Terceiro: entender as especificações do contrato de futuros. Cada contrato possui detalhes como código do ativo, volume (quantidade de unidades por contrato), menor variação de preço (tick), horário de negociação, data de vencimento e método de liquidação. Essas informações estão disponíveis no site ou plataforma da corretora. Por exemplo, o mini-futuro do índice Taiwan (FIMTX) requer cerca de 76.500 yuans de margem, enquanto o contrato padrão (FITX) exige aproximadamente 306.000 yuans.
Quarto: depositar fundos e escolher o ativo para negociar. Após abrir a conta, é preciso fazer o depósito, cujo valor depende do contrato. Cada ativo tem requisitos de margem diferentes. A boa notícia é que muitas corretoras permitem negociar múltiplos ativos, e você pode ajustar suas posições de acordo com as oportunidades de mercado, desde que tenha margem suficiente.
Quinto: aprender a identificar sinais de entrada. Essa é uma etapa crucial para o sucesso. Os traders de futuros mais experientes tendem a focar nos contratos mais líquidos, geralmente os mais próximos do vencimento, pois oferecem maior facilidade de entrada e saída. Eles analisam o mercado por meio de três abordagens: fundamentos (dados econômicos, políticas), notícias e análise técnica (padrões de preço, indicadores).
Para investidores em futuros de ações, a análise fundamental é semelhante à de ações comuns, mas devido ao vencimento, é recomendável entrar antes de movimentos técnicos se consolidarem, para aproveitar melhor as tendências.
Sexto: definir sua direção de negociação. Seja comprando (long) ou vendendo (short), é importante estabelecer um objetivo de preço ao fazer a operação. Para compra, determine o preço esperado de valorização; para venda, o preço de queda.
Sétimo: executar stop loss e take profit rigorosamente. Essa é a etapa mais negligenciada, mas mais importante. Independentemente de sua visão otimista ou pessimista, você deve definir previamente pontos de saída para limitar perdas e garantir lucros. O mercado é imprevisível, e proteger seu capital é prioridade. Recomenda-se usar stops curtos e posições menores inicialmente, ajustando conforme ganha experiência.
Como funciona o lucro e as armadilhas do prejuízo nos futuros
Por que os investidores se atraem pelos futuros? Principalmente por três razões:
Alavancagem que amplia a eficiência do capital: com pouco dinheiro, controla-se um contrato grande, e cada variação de preço de 1% pode gerar lucros expressivos. Isso é especialmente atraente para investidores com capital limitado que buscam crescimento rápido.
Operações de alta e baixa com facilidade: ao contrário das ações, que precisam de empréstimo de ações para venda a descoberto, os futuros permitem vender facilmente. Assim, é possível lucrar em qualquer cenário de mercado — em alta, em baixa ou por meio de hedge de posições existentes.
Alta liquidez e transparência de mercado: os mercados internacionais de futuros têm negociações frequentes, cotações claras, sendo ideais para grandes investidores institucionais que buscam liquidez.
Por outro lado, os riscos são elevados e não podem ser ignorados.
Primeiro: o efeito da alavancagem é uma faca de dois gumes. Se sua previsão estiver correta, ela amplificará seus ganhos; se errar, suas perdas também serão multiplicadas. Sem um stop rigoroso, as perdas podem se acumular até o ponto de você não conseguir mais suportar, levando ao “margin call” ou até à liquidação forçada da posição.
Segundo: risco de responsabilidade ilimitada. Diferente de ações, cujo prejuízo máximo é o valor investido, nos futuros o risco é potencialmente ilimitado, pois a alavancagem pode multiplicar seu valor de exposição. Em mercados extremamente voláteis, como uma queda súbita do petróleo, as perdas podem superar sua margem, levando a dívidas com a corretora.
Terceiro: barreira de entrada oculta. Apesar de a margem parecer acessível, operar futuros exige conhecimento técnico, rapidez de decisão e resistência emocional. Muitos investidores iniciantes perdem dinheiro por falta dessas qualidades, o que explica por que o mercado é dominado por profissionais e instituições.
Quarto: rigidez dos contratos padrão. Os contratos de futuros são padronizados, com volume, vencimento e margem fixos. Ainda que existam contratos mini ou micro, uma vez escolhido o ativo, só há opções de comprar ou vender, sem a flexibilidade de ajustar quantidade como na negociação à vista.
Construir um sistema de negociação completo é a base para lucrar com futuros
Quem já investiu em futuros percebe uma verdade: 80% do sucesso na negociação depende do sistema e da disciplina, e apenas 20% de sorte.
Um sistema completo deve conter cinco elementos essenciais: regras claras de entrada (quando comprar, quando vender), gestão de capital (quanto arriscar por operação, risco total), stops de perda e realização de lucros, preparação psicológica (como manter a racionalidade após perdas consecutivas) e melhoria contínua (revisar registros, ajustar estratégias).
Muitos iniciantes pulam essa etapa e entram no mercado sem planejamento, negociando por intuição ou esperança, e acabam sendo castigados pelo mercado. Por outro lado, os traders bem-sucedidos sempre passaram por um processo de criar, testar e otimizar seu sistema.
Futuros ou CFD: escolha a ferramenta que combina com você
Para investidores de varejo interessados em derivativos, além dos futuros, há outra alternativa: Contrato por Diferença (CFD).
O CFD funciona como um contrato que acompanha o preço do ativo à vista, sem data de vencimento, podendo ser mantido por tempo indeterminado. Sua alavancagem é mais flexível (de 1 a 200 vezes), e o valor de margem menor. Plataformas como Mitrade oferecem mais de 400 produtos CFD, incluindo ações, moedas, criptomoedas e commodities, abrangendo uma gama maior do que os futuros.
Porém, o risco também vem da alavancagem. A vantagem é que o CFD tem uma entrada mais acessível, maior flexibilidade e variedade de ativos. O importante é controlar a alavancagem — usar menor em ativos mais voláteis e maior em ativos mais estáveis — e seguir um plano de negociação com stops e limites de lucro, para operar com risco controlado.
Últimas recomendações antes de começar
Futuros não são jogos de azar, mas, sem sistema, disciplina e consciência de risco, podem se tornar uma aposta perigosa.
Antes de entrar, questione-se: você entende a dupla face da alavancagem? Consegue manter a racionalidade após perdas? Está disposto a dedicar tempo para criar e validar seu sistema? Quanto do seu capital você pode arriscar?
Se a resposta a essas perguntas não for afirmativa, talvez os futuros não sejam adequados ao seu momento atual. Mas, se você estiver disposto a aprender, a seguir regras e a melhorar com os erros, os futuros podem ser uma poderosa ferramenta de diversificação. Seja com futuros ou CFD, lembre-se: o mais importante é proteger seu capital, aprender continuamente e respeitar o mercado.