Muitos investidores tendem a negligenciar itens importantes no balanço patrimonial, como ativos circulantes. Esta seção funciona como uma reserva de emergência de caixa da empresa, indicando quão rapidamente a organização pode liberar fundos em tempos de crise, como aconteceu com o mundo científico desde 2020.
Dinheiro em mãos versus valor de ativos
As demonstrações financeiras separam os ativos em duas grandes categorias. A primeira é o dinheiro que pode ser convertido em liquidez em até 12 meses, (ativos circulantes). A segunda inclui recursos que demandam um período mais longo, como terrenos, edifícios, máquinas, (ativos não circulantes).
Ativos circulantes (Current Asset) são projetados para mostrar por quanto tempo a empresa consegue pagar suas despesas se não fizer vendas. Parece uma pergunta: “Se hoje não houver receita, por quantos meses o sistema consegue se sustentar?”
Ativos não circulantes (Noncurrent Asset) são bens de longo prazo, difíceis de vender, mas essenciais para o funcionamento da empresa. Normalmente, quanto mais ativos circulantes uma empresa mantém, melhor ela consegue resistir a crises financeiras.
Quantos tipos de ativos circulantes existem e quais são seus riscos
Dinheiro e depósitos bancários - os mais seguros
Dinheiro (Cash) é o bem mais valioso, pode ser usado imediatamente para compras e é aceito por qualquer instituição financeira. Mas o problema é que não gera retorno. Guardar dinheiro em excesso é como guardar ouro em um buraco.
Depósitos (Cash Equivalents) são semelhantes ao dinheiro, mas com destaque por oferecerem juros, seja em poupança ou depósitos a prazo. O risco aqui depende da solidez do banco.
Investimentos de curto prazo - os mais arriscados
Quando a empresa tem dinheiro sobrando, costuma investir em ações, ouro ou títulos de dívida (Short Term Investment), com a intenção de vendê-los em breve para recuperar o dinheiro. A vantagem é o retorno, mas o risco é que os preços podem variar, levando a perdas na venda.
Clientes - uma preocupação
Quando a empresa vende produtos a crédito, ela registra clientes a receber (Receivable) ou notas a receber (Notes Receivable). O problema é que há duas questões: um, o cliente pode não pagar; dois, a empresa precisa esperar o pagamento. É necessário analisar cuidadosamente, pois, em tempos difíceis, os clientes podem não honrar seus compromissos.
Estoque - algo que precisa ser gerenciado
Inventário (Inventory) refere-se a matérias-primas ou produtos acabados aguardando venda. Este é um item que os investidores devem monitorar de perto, pois pode se tornar um “custo afundado” se não vender ou se os produtos deteriorarem no estoque.
Despesas antecipadas e receitas diferidas
A empresa pode pagar adiantado por seguros, aluguel ou licenças, chamados Despesas Pagas Antecipadamente. Além disso, há Receitas Diferidas, que representam valores que a empresa sabe que receberá, mas ainda não chegaram.
Exemplo real: Apple, o que é e por que importa
A Apple (AAPL) é a maior empresa do mundo em valor de mercado, com excelente liquidez. Desde o início da COVID-19, o CEO Tim Cook afirmou que “a liquidez não é um problema”.
Vamos aos números:
No final de 2019: a Apple tinha ativos circulantes totalizando $162,8 bilhões de dólares, sendo dinheiro em mãos $59 bilhões de dólares$135 .
No final de 2020: os ativos circulantes diminuíram um pouco para **(bilhões de dólares$90 **, mas o que é interessante é que:
Dinheiro em mãos caiu 46% $48 de )para (bilhões de dólares$37 ,
Clientes a receber aumentaram 62,7% $60 de )para ###bilhões de dólares###.
Isso indica que a Apple pode estar mudando sua política de cobrança ou que seus indicadores de recebíveis estão diminuindo, algo que os investidores devem acompanhar de perto.
Como interpretar ativos circulantes como um especialista
Primeira etapa: observe os números totais
O valor de ativos circulantes está alto ou baixo em relação ao ano anterior? Aumento indica fortalecimento, diminuição pode sinalizar alerta.
Segunda etapa: avalie a qualidade dos ativos
Nem todos os ativos circulantes são iguais. Dinheiro e depósitos são “reais”, enquanto clientes a receber podem não pagar, e estoques podem não vender.
Terceira etapa: analise as relações
Dinheiro em queda e clientes a receber em alta = a empresa pode precisar esperar por recebimentos.
Aumento no estoque = possível dificuldade de venda.
Resumindo: por que investidores devem prestar atenção aos ativos circulantes
Ativos circulantes funcionam como um cilindro de ar que indica a liquidez da empresa. Quanto maior, maior a capacidade de resistir a crises. Quanto menor, maior o risco de dificuldades financeiras.
Mas o mais importante do que o valor total é a qualidade de cada tipo de ativo: dinheiro e depósitos são seguros, enquanto clientes a receber e estoques apresentam riscos.
Investir com inteligência exige aprofundar-se nos detalhes, não apenas olhar para os números grandes na primeira página do balanço. Hoje, a leitura de demonstrações financeiras, desde ativos circulantes até passivos, é uma habilidade essencial que os investidores não podem mais ignorar.
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Quando uma organização enfrenta uma crise, o que é o dinheiro na caixa? Os números dos ativos circulantes revelam o segredo
Muitos investidores tendem a negligenciar itens importantes no balanço patrimonial, como ativos circulantes. Esta seção funciona como uma reserva de emergência de caixa da empresa, indicando quão rapidamente a organização pode liberar fundos em tempos de crise, como aconteceu com o mundo científico desde 2020.
Dinheiro em mãos versus valor de ativos
As demonstrações financeiras separam os ativos em duas grandes categorias. A primeira é o dinheiro que pode ser convertido em liquidez em até 12 meses, (ativos circulantes). A segunda inclui recursos que demandam um período mais longo, como terrenos, edifícios, máquinas, (ativos não circulantes).
Ativos circulantes (Current Asset) são projetados para mostrar por quanto tempo a empresa consegue pagar suas despesas se não fizer vendas. Parece uma pergunta: “Se hoje não houver receita, por quantos meses o sistema consegue se sustentar?”
Ativos não circulantes (Noncurrent Asset) são bens de longo prazo, difíceis de vender, mas essenciais para o funcionamento da empresa. Normalmente, quanto mais ativos circulantes uma empresa mantém, melhor ela consegue resistir a crises financeiras.
Quantos tipos de ativos circulantes existem e quais são seus riscos
Dinheiro e depósitos bancários - os mais seguros
Dinheiro (Cash) é o bem mais valioso, pode ser usado imediatamente para compras e é aceito por qualquer instituição financeira. Mas o problema é que não gera retorno. Guardar dinheiro em excesso é como guardar ouro em um buraco.
Depósitos (Cash Equivalents) são semelhantes ao dinheiro, mas com destaque por oferecerem juros, seja em poupança ou depósitos a prazo. O risco aqui depende da solidez do banco.
Investimentos de curto prazo - os mais arriscados
Quando a empresa tem dinheiro sobrando, costuma investir em ações, ouro ou títulos de dívida (Short Term Investment), com a intenção de vendê-los em breve para recuperar o dinheiro. A vantagem é o retorno, mas o risco é que os preços podem variar, levando a perdas na venda.
Clientes - uma preocupação
Quando a empresa vende produtos a crédito, ela registra clientes a receber (Receivable) ou notas a receber (Notes Receivable). O problema é que há duas questões: um, o cliente pode não pagar; dois, a empresa precisa esperar o pagamento. É necessário analisar cuidadosamente, pois, em tempos difíceis, os clientes podem não honrar seus compromissos.
Estoque - algo que precisa ser gerenciado
Inventário (Inventory) refere-se a matérias-primas ou produtos acabados aguardando venda. Este é um item que os investidores devem monitorar de perto, pois pode se tornar um “custo afundado” se não vender ou se os produtos deteriorarem no estoque.
Despesas antecipadas e receitas diferidas
A empresa pode pagar adiantado por seguros, aluguel ou licenças, chamados Despesas Pagas Antecipadamente. Além disso, há Receitas Diferidas, que representam valores que a empresa sabe que receberá, mas ainda não chegaram.
Exemplo real: Apple, o que é e por que importa
A Apple (AAPL) é a maior empresa do mundo em valor de mercado, com excelente liquidez. Desde o início da COVID-19, o CEO Tim Cook afirmou que “a liquidez não é um problema”.
Vamos aos números:
No final de 2019: a Apple tinha ativos circulantes totalizando $162,8 bilhões de dólares, sendo dinheiro em mãos $59 bilhões de dólares$135 .
No final de 2020: os ativos circulantes diminuíram um pouco para **(bilhões de dólares$90 **, mas o que é interessante é que:
Isso indica que a Apple pode estar mudando sua política de cobrança ou que seus indicadores de recebíveis estão diminuindo, algo que os investidores devem acompanhar de perto.
Como interpretar ativos circulantes como um especialista
Primeira etapa: observe os números totais
O valor de ativos circulantes está alto ou baixo em relação ao ano anterior? Aumento indica fortalecimento, diminuição pode sinalizar alerta.
Segunda etapa: avalie a qualidade dos ativos
Nem todos os ativos circulantes são iguais. Dinheiro e depósitos são “reais”, enquanto clientes a receber podem não pagar, e estoques podem não vender.
Terceira etapa: analise as relações
Dinheiro em queda e clientes a receber em alta = a empresa pode precisar esperar por recebimentos. Aumento no estoque = possível dificuldade de venda.
Resumindo: por que investidores devem prestar atenção aos ativos circulantes
Ativos circulantes funcionam como um cilindro de ar que indica a liquidez da empresa. Quanto maior, maior a capacidade de resistir a crises. Quanto menor, maior o risco de dificuldades financeiras.
Mas o mais importante do que o valor total é a qualidade de cada tipo de ativo: dinheiro e depósitos são seguros, enquanto clientes a receber e estoques apresentam riscos.
Investir com inteligência exige aprofundar-se nos detalhes, não apenas olhar para os números grandes na primeira página do balanço. Hoje, a leitura de demonstrações financeiras, desde ativos circulantes até passivos, é uma habilidade essencial que os investidores não podem mais ignorar.