Quer enviar dinheiro para familiares ou amigos no estrangeiro? Se já usou transferências bancárias, sabe o quão complicado pode ser. Uma transferência internacional de 1000 libras exige uma taxa de 10-15 libras, e o processamento leva vários dias úteis. Algumas plataformas de tecnologia de pagamento reduziram os custos (de 1,50 a 4,66 libras), mas nem todos conseguem usá-las facilmente.
O verdadeiro problema é que as remessas internacionais envolvem múltiplas etapas com cobranças. Seu banco cobra, bancos intermediários cobram, o banco do destinatário cobra, além da diferença cambial. Em média, as taxas de serviço bancário consomem de 2% a 4% do valor transferido. Sistemas de liquidação internacional como o SWIFT fazem o dinheiro passar por vários bancos, cada um cobrando uma taxa adicional. Resultado: quanto menor o valor enviado, menor o recebido.
Como a blockchain muda as regras do jogo
Criptomoedas usam tecnologia para eliminar esses intermediários. Em maio de 2010, alguém comprou duas pizzas Papa John com 10.000 bitcoins, que valiam apenas 25 dólares na época. Se soubesse que esses ativos digitais se tornariam a principal forma de remessa internacional, talvez se arrependesse daquela compra.
A lógica de transferir com criptomoedas é simples: transferência ponto a ponto, registro na blockchain, sem necessidade de bancos. O que isso significa?
Custos drasticamente reduzidos: uma transferência USDC pode custar apenas US$0,008869, economizando 99% em relação às taxas tradicionais de 10-12 dólares
Velocidade impressionante: mesma transferência em dois segundos, enquanto o método tradicional leva de 2 a 5 dias úteis
Sem restrições geográficas: regiões com infraestrutura bancária precária, zonas de conflito ou países em colapso econômico — basta ter conexão à internet, e a transferência ocorre normalmente
Quem já usa criptomoedas para remessas internacionais
Boa notícia para trabalhadores migrantes
Quem trabalha nos Emirados Árabes ou em Singapura frequentemente envia dinheiro para familiares na Índia, Filipinas ou Nigéria. No método tradicional, leva de 2 a 5 dias e cobra-se de 3% a 10% de taxas. Com blockchain (como a rede Solana), o custo médio por transação é de apenas US$0,00025, com confirmação em 5 segundos.
Salvando regiões com restrições financeiras
Venezuelanos enfrentam hiperinflação e usam Bitcoin e stablecoins para proteger seus ativos. Em setembro de 2021, El Salvador oficializou o Bitcoin como moeda legal, com o objetivo de ajudar a população a escapar das dificuldades financeiras.
Novos canais de ajuda emergencial
Durante o conflito na Ucrânia, o sistema bancário tradicional ficou paralisado. Refugiados e moradores locais usaram criptomoedas para obter ajuda rápida. Vitalik, fundador do Ethereum, doou US$12 bilhões em Shiba Inu (SHIB) para um fundo de emergência contra COVID na Índia — esse dinheiro chegou instantaneamente via blockchain, sem intermediários.
Esperança para quem não tem conta bancária
Ainda há 1,7 bilhão de pessoas sem acesso a serviços bancários, muitas por falta de documentos de identidade. Plataformas tradicionais exigem KYC rigoroso, mas algumas exchanges descentralizadas têm requisitos mais flexíveis, permitindo que essas pessoas façam transferências internacionais.
Como fazer na prática
Primeira etapa: preparar carteira e conta
Escolha uma plataforma confiável, configure a frase de recuperação (muito importante, se perder, não consegue recuperar), ative a autenticação de dois fatores. Existem dois tipos de carteira:
Carteira custodial: a plataforma guarda suas chaves privadas, é fácil de usar, mas depende do serviço
Carteira própria: hardware ou software, você controla, mas é responsável por guardar as chaves com segurança
Segunda etapa: trocar moeda fiduciária por criptomoeda
Procure uma plataforma confiável (que suporte sua moeda local), complete a verificação de identidade e compre usando conta bancária ou cartão de débito. Lembre-se de incluir as taxas de transação.
Terceira etapa: confirmar endereço de recebimento
Essa é a etapa mais importante — assegure-se de que o endereço da carteira do destinatário está correto. Transações na blockchain são irreversíveis; um erro de caractere pode significar perda definitiva, sem suporte para recuperação.
Quarta etapa: iniciar a transferência
Clique em “retirar” ou “transferir”, cole o endereço do destinatário, insira o valor. O sistema mostrará a taxa de rede; se precisar de rapidez, pode pagar uma taxa maior para acelerar. Após conferir tudo, clique em enviar. A transação será concluída em poucos minutos.
Quinta etapa: informar o destinatário
Compartilhe o ID da transação e o link de confirmação, para que o destinatário possa acompanhar o recebimento.
Stablecoins vs moedas voláteis
Se estiver preocupado com a volatilidade do preço das criptomoedas, opte por stablecoins (USDT, USDC, etc.). Essas moedas estão atreladas ao dólar 1:1, com preços estáveis. Até setembro deste ano, o valor de mercado de stablecoins lastreadas em moeda fiduciária atingiu US$161,2 bilhões, mesmo após a queda do pico de US$181,7 bilhões em 2021, demonstrando sua importância nas transferências internacionais.
Se acredita no potencial de valorização das criptomoedas, pode usar Bitcoin ou outras moedas, mas deve aceitar o risco de oscilações de preço.
Comparação: custos reais de diferentes métodos de transferência
Método
Taxa
Tempo até o recebimento
Risco cambial
Banco tradicional
2-4%
2-5 dias úteis
Sim
Western Union etc.
5-10%
1-3 dias
Sim
Plataforma de pagamento
1,5-4,66%
Instantâneo
Sim
Transferência via blockchain
<0,01%
Segundos
Não (com stablecoins)
Detalhes importantes a observar
Práticas de segurança
Verifique o endereço duas vezes, usar QR code é mais seguro
Escolha plataformas com boa reputação
Atualize regularmente o software da carteira, evite vulnerabilidades
Senha forte + 2FA são essenciais
Resolução de problemas comuns
Congestionamento na rede? Aumente a taxa de Gas
Preocupado com a volatilidade? Use stablecoins
Endereço errado? Contate o destinatário imediatamente, veja se é possível fazer uma nova transferência
Incerteza sobre regulamentação local? Pesquise ou consulte um profissional
Cuidados fiscais
As regras fiscais variam por país:
EUA: IRS considera criptomoedas como ativos, ganhos de capital tributáveis
Reino Unido: só paga imposto se exceder o limite de isenção anual
Japão: tributação progressiva conforme a natureza do rendimento
Singapura: sem imposto sobre ganhos de capital, mas exchanges podem ser tributadas como empresas
Emirados Árabes: isentos de imposto de renda, ambiente favorável às criptomoedas
Em qualquer caso, mantenha registros de todas as transações. Consultar um especialista local é recomendado para garantir conformidade.
Perspectiva macro: criptomoedas como ativos globais
Até novembro de 2024, o valor de mercado do Bitcoin se aproxima de US$2 trilhões, superando os US$1,7 trilhão de prata. O que isso indica? Que as criptomoedas evoluíram de ativos de nicho para uma parte importante do sistema financeiro global.
Remessas internacionais não são a única aplicação das criptomoedas, mas representam uma das mais diretas manifestações de valor. Quando mais pessoas percebem que transferir dinheiro para o exterior pode ser barato e rápido assim, o monopólio do sistema financeiro tradicional começa a ser questionado.
Seja você um trabalhador no exterior, um refugiado tentando sobreviver ou alguém querendo ajudar familiares no exterior, as criptomoedas oferecem um caminho mais eficiente. O segredo é aprender a usá-las de forma correta e segura.
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Nova opção para transferências internacionais: Por que cada vez mais pessoas escolhem remessas em criptomoedas
Dores dos métodos tradicionais de remessa
Quer enviar dinheiro para familiares ou amigos no estrangeiro? Se já usou transferências bancárias, sabe o quão complicado pode ser. Uma transferência internacional de 1000 libras exige uma taxa de 10-15 libras, e o processamento leva vários dias úteis. Algumas plataformas de tecnologia de pagamento reduziram os custos (de 1,50 a 4,66 libras), mas nem todos conseguem usá-las facilmente.
O verdadeiro problema é que as remessas internacionais envolvem múltiplas etapas com cobranças. Seu banco cobra, bancos intermediários cobram, o banco do destinatário cobra, além da diferença cambial. Em média, as taxas de serviço bancário consomem de 2% a 4% do valor transferido. Sistemas de liquidação internacional como o SWIFT fazem o dinheiro passar por vários bancos, cada um cobrando uma taxa adicional. Resultado: quanto menor o valor enviado, menor o recebido.
Como a blockchain muda as regras do jogo
Criptomoedas usam tecnologia para eliminar esses intermediários. Em maio de 2010, alguém comprou duas pizzas Papa John com 10.000 bitcoins, que valiam apenas 25 dólares na época. Se soubesse que esses ativos digitais se tornariam a principal forma de remessa internacional, talvez se arrependesse daquela compra.
A lógica de transferir com criptomoedas é simples: transferência ponto a ponto, registro na blockchain, sem necessidade de bancos. O que isso significa?
Quem já usa criptomoedas para remessas internacionais
Boa notícia para trabalhadores migrantes
Quem trabalha nos Emirados Árabes ou em Singapura frequentemente envia dinheiro para familiares na Índia, Filipinas ou Nigéria. No método tradicional, leva de 2 a 5 dias e cobra-se de 3% a 10% de taxas. Com blockchain (como a rede Solana), o custo médio por transação é de apenas US$0,00025, com confirmação em 5 segundos.
Salvando regiões com restrições financeiras
Venezuelanos enfrentam hiperinflação e usam Bitcoin e stablecoins para proteger seus ativos. Em setembro de 2021, El Salvador oficializou o Bitcoin como moeda legal, com o objetivo de ajudar a população a escapar das dificuldades financeiras.
Novos canais de ajuda emergencial
Durante o conflito na Ucrânia, o sistema bancário tradicional ficou paralisado. Refugiados e moradores locais usaram criptomoedas para obter ajuda rápida. Vitalik, fundador do Ethereum, doou US$12 bilhões em Shiba Inu (SHIB) para um fundo de emergência contra COVID na Índia — esse dinheiro chegou instantaneamente via blockchain, sem intermediários.
Esperança para quem não tem conta bancária
Ainda há 1,7 bilhão de pessoas sem acesso a serviços bancários, muitas por falta de documentos de identidade. Plataformas tradicionais exigem KYC rigoroso, mas algumas exchanges descentralizadas têm requisitos mais flexíveis, permitindo que essas pessoas façam transferências internacionais.
Como fazer na prática
Primeira etapa: preparar carteira e conta
Escolha uma plataforma confiável, configure a frase de recuperação (muito importante, se perder, não consegue recuperar), ative a autenticação de dois fatores. Existem dois tipos de carteira:
Segunda etapa: trocar moeda fiduciária por criptomoeda
Procure uma plataforma confiável (que suporte sua moeda local), complete a verificação de identidade e compre usando conta bancária ou cartão de débito. Lembre-se de incluir as taxas de transação.
Terceira etapa: confirmar endereço de recebimento
Essa é a etapa mais importante — assegure-se de que o endereço da carteira do destinatário está correto. Transações na blockchain são irreversíveis; um erro de caractere pode significar perda definitiva, sem suporte para recuperação.
Quarta etapa: iniciar a transferência
Clique em “retirar” ou “transferir”, cole o endereço do destinatário, insira o valor. O sistema mostrará a taxa de rede; se precisar de rapidez, pode pagar uma taxa maior para acelerar. Após conferir tudo, clique em enviar. A transação será concluída em poucos minutos.
Quinta etapa: informar o destinatário
Compartilhe o ID da transação e o link de confirmação, para que o destinatário possa acompanhar o recebimento.
Stablecoins vs moedas voláteis
Se estiver preocupado com a volatilidade do preço das criptomoedas, opte por stablecoins (USDT, USDC, etc.). Essas moedas estão atreladas ao dólar 1:1, com preços estáveis. Até setembro deste ano, o valor de mercado de stablecoins lastreadas em moeda fiduciária atingiu US$161,2 bilhões, mesmo após a queda do pico de US$181,7 bilhões em 2021, demonstrando sua importância nas transferências internacionais.
Se acredita no potencial de valorização das criptomoedas, pode usar Bitcoin ou outras moedas, mas deve aceitar o risco de oscilações de preço.
Comparação: custos reais de diferentes métodos de transferência
Detalhes importantes a observar
Práticas de segurança
Resolução de problemas comuns
Cuidados fiscais
As regras fiscais variam por país:
Em qualquer caso, mantenha registros de todas as transações. Consultar um especialista local é recomendado para garantir conformidade.
Perspectiva macro: criptomoedas como ativos globais
Até novembro de 2024, o valor de mercado do Bitcoin se aproxima de US$2 trilhões, superando os US$1,7 trilhão de prata. O que isso indica? Que as criptomoedas evoluíram de ativos de nicho para uma parte importante do sistema financeiro global.
Remessas internacionais não são a única aplicação das criptomoedas, mas representam uma das mais diretas manifestações de valor. Quando mais pessoas percebem que transferir dinheiro para o exterior pode ser barato e rápido assim, o monopólio do sistema financeiro tradicional começa a ser questionado.
Seja você um trabalhador no exterior, um refugiado tentando sobreviver ou alguém querendo ajudar familiares no exterior, as criptomoedas oferecem um caminho mais eficiente. O segredo é aprender a usá-las de forma correta e segura.