Acabei de encontrar essa análise comparativa fascinante entre fintech e DeFi que muda completamente minha forma de pensar sobre esses dois mundos financeiros. Por anos, os tratamos como universos separados, mas os dados contam uma história diferente.



Aqui está o que me deixou impressionado: a comparação entre fintech e defi revela que os protocolos em cadeia realmente alcançaram o fintech tradicional em termos de escala bruta e volume de transações. Não estamos mais falando de números pequenos. A Hyperliquid está processando mais de 50% do volume de negociações do Robinhood. O livro de empréstimos da Aave agora supera o da Klarna. Redes de pagamento com stablecoins estão crescendo 10 vezes mais rápido do que processadores de pagamento tradicionais.

Mas aqui está o problema, e é um grande problema. Apesar de uma escala semelhante, há uma lacuna enorme na quantidade de dinheiro que esses sistemas realmente capturam.

Pegue os pagamentos como exemplo. O PayPal movimenta US$ 1,76 trilhão por ano e cobra aproximadamente 1,68% de comissão. A Block extrai 2,62%. Compare isso com o Tron, que lida com US$ 68 bilhões em transferências de stablecoin, mas cobra apenas de 1 a 9 pontos base. Mesma função, economia completamente diferente.

Ou olhe para o trading. Robinhood processa US$ 4,6 trilhões e cobra cerca de 1,06% por transação. A Uniswap atinge quase US$ 1 trilhão em volume, mas captura apenas 9 pontos base. Ambos são infraestruturas financeiras reais, mas um está imprimindo dinheiro enquanto o outro mal consegue cobrir os custos.

A divisão entre fintech e defi fica ainda mais nítida no empréstimo. Aave agora tem US$ 22,6 bilhões em empréstimos pendentes, superando os US$ 10,1 bilhões da Klarna. Mas a margem de juros líquida da Aave é de 0,98%, enquanto os credores tradicionais como a Affirm capturam 5,25%. Mesmo tamanho de ativos, estrutura de lucro totalmente diferente.

O que está acontecendo é claro: o cripto construiu uma infraestrutura incrivelmente eficiente e aberta. Mas essa eficiência tem um custo. Taxas mais baixas significam menos captura de valor. Os sistemas funcionam, os usuários gostam deles, mas a tokenômica não recompensa os protocolos subjacentes do jeito que o fintech tradicional recompensa seus acionistas.

É aqui que a tese de convergência fica interessante. Os bancos estão agora pilotando depósitos tokenizados. Grandes exchanges estão explorando negociações em cadeia. A oferta de stablecoins acabou de ultrapassar US$ 300 bilhões. A questão para a próxima década não é se esses mundos vão se fundir, mas como.

O cripto vai aprender a construir cabines de pedágio e capturar valor como o fintech faz? Ou o fintech eventualmente adotará a infraestrutura aberta do cripto e aceitará margens menores? Com base no que estou vendo, acho que ambos acontecerão em setores diferentes. Alguns protocolos vão descobrir como monetizar. Algumas fintechs vão abraçar a descentralização.

A comparação entre fintech e defi, em última análise, mostra que escala não é mais o problema. O problema é descobrir modelos de negócio sustentáveis em um mundo onde infraestrutura aberta e viabilidade comercial precisam de alguma forma coexistir. Essa é a verdadeira tensão que vale a pena acompanhar.
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