🚽Recusar o pensamento, abraçar a “eliminação”


Neste mundo completamente controlado por algoritmos em 2026, se ainda estás a tentar encontrar algum significado profundo na internet, talvez ainda não tenhas percebido: estamos numa cultura de colapso sistémico.
A internet de hoje é um enorme e ininterrupto depósito de lixo cibernético que funciona 24 horas por dia.
A rede social da Geração Z, que tanto nos enche de orgulho, é na sua essência apenas uma forma de eliminação espacial.
Sob o alimentador preciso do capitalismo de plataformas, deixámos de ser criadores de conteúdo e tornámo-nos apenas respondentes de estímulos sob a lógica dos algoritmos.
Por que os memes ruins, a literatura louca e os símbolos abstratos são tão contagiosos agora? Porque, na era pós-pandemia, a entropia cultural aumentou e o custo de produzir significado é demasiado alto, enquanto a libertação de emoções é extremamente barata.
Através da cópia de símbolos, paródias e uma libertação emocional de baixo limiar, realizamos sucessivas evacuações digitais da pressão da realidade.
Essa expressão não precisa ser compreendida, apenas vista e rapidamente desaparecida, saltando repetidamente entre o ponto de geração e o de esquecimento.
É uma evolução absurda. Já que o mundo se transformou num vasto cenário de simulações, nós, como máquinas de eliminar lixo, ao eliminar, desconstruímos a autoridade; ao enlouquecer, dissolvemos a seriedade. Talvez essa seja a última poesia da Geração Z.
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